terça-feira, 21 de setembro de 2010

Uma voz que toca o coração

Olá amigos leitores, vocês sabem dizer que foi James Clerck Maxwell? Se você não sabe, deixe-me explicar, James era professor de física e em 1863 demonstrou através de teorias, a existência de ondas eletromagnéticas, e esse estudo serviu de base para os outros pesquisadores, um exemplo que não pode ser deixado para trás é do alemão, Henrich Rudolph Hertz.

O estudo feito por esse alemão maluco foi marcante para a história da comunicação no mundo, e por isso, as freqüências e vibrações de ondas sonoras tiveram seu nome modificado, o que antes era quilociclos agora passou a ser chamado de quilohertz.

Outros nomes estiveram envolvidos nos estudos de ondas sonoras e eletromagnéticas, porém, pulemos essa parte mais física, e vamos apenas citar alguns nomes, deixando em aberto leitor, a oportunidade de uma pesquisa mais aprofundada por parte de vocês.

Nomes como, Guglielmo Marconi e do Padre Roberto Landel de Moura com certeza não podem ser esquecidos, esse ultimo era brasileiro, e infelizmente seus estudos só foram considerados importantes depois de sua morte, afinal, quando vivo, tinha a fama de louco.

Seria um erro imperdoável não falar no pai do rádio brasileiro, Edgar Roquette Pinto, carioca que mudou o cenário brasileiro da comunicação, abaixo, um trecho retirado de uma pesquisa facilmente encontrada na internet, o trecho relata 0,1% do que aconteceu na estréia desse veiculo de comunicação em nosso país.

“No ano que comemorou o I Centenário da Independecia do Brasil, ocorreu no Rio de Janeiro, por ser, na época, a capital federal, uma grande feira internacional, que recebeu visitas de empresários americanos trazendo a tecnologia de radiofusão para demonstrar na feira, que nesta época era o assunto principal nos EUA.

Para testar o novo meio de comunicação , os americanos instalaram uma antena no pico do morro do Corcovado (onde atualmente é o Cristo Redentos ). A primeira transmissão radiofônica no Brasil foi um discurso do presidente Epitácio Pessoa , que foi captado em Niterói, Petrópolis, na serra fluminense e em São Paulo , onde foram instalados aparelhos receptores. A reação de Roquette-Pinto a essa tecnologia foi: "Eis uma máquina importante para educar nosso povo".

Depois da primeira transmissão no Brasil , em 1922 Roquette Pinto tentou convencer o Governo Federal a comprar os equipamentos apresentados na Feira Internacional.

Para o bem da comunicação do Brasil, Roquette-Pinto não desistiu, e conseguiu convencer a Academia Brasileira de Ciencias a comprar os equipamentos. Foi criada a primeira rádio do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 1922 , e dirigida por Roquette-Pinto - atual Rádio MEC.” [...]

Trecho retirado do site Wikipédia.

Ao entrar na universidade percebi quão encantador é o rádio, e descobri mais sobre esse veículo de comunicação, lendo sobre ele, deixo aqui algumas dicas de livros, que conheço ou que já li sobre o rádio, vale a pena conferir.

  • Manual do Radiojornalismo- Heródoto Barbeiro
  • Historias que o rádio não contou - Reinaldo C. Tavares
  • Rádio: o veiculo, a história e a técnica - Luiz Artur Ferraretto
  • Jornalismo de rádio – Milton Jung
  • O rádio na Era da Comunicação- Eduardo Meditsch

Esses são apenas alguns livros de muito outros sobre o tema, deixo aqui a dica, procure ler apenas um desses livros, e verá que quando terminar, logo começara outro, pois a história do rádio é fascinante.

Paixão

Um vidro separa a mesa de áudio, do estúdio onde se encontram os microfones e alguns computadores e monitores, de lá, um homem sentado parece estar sozinho, porém, o operador daquele mesa de áudio cheia de botões faz um sinal com a mão, está no ar a rádio, e o homem precisa falar, com a voz empostada, o homem dá algumas noticias, conversa ao pé do ouvido com públicos diferentes, desde o homem de meia idade que atravessa uma grande metrópole de carro, até a dona de casa que aumenta o rádio para não ser incomodada pelo barulho que faz uma panela de pressão quando o feijão está sendo cozido.

Ah, quanta gente ao mesmo tempo ouve aquele homem falar, quantas pessoas imaginam como ele é, somente por sua voz.

O homem que fala ao microfone sorri, e então seu programa acaba, outra vez vem um sinal do operador de botões, e naquele dia, aquele homem vai para a casa sorrindo, com a satisfação do dever cumprido, aquele homem de meia idade, conseguiu sair do transito sem perceber, havia se distraído tanto com o rádio, que as horas passaram voando, e a mulher então? Por pouco não queima o feijão.

A crônica acima, eu escrevi faz algum tempo já e na verdade ele era maior e tinha um final bem legal, mas não me lembro agora, já faz muito tempo mesmo que a escrevi, esse trecho é apenas para mostrar a vocês, de uma forma mais leve, como o rádio pode ser apaixonante.

Música, jornalismo e futebol

O rádio, assim como a televisão, leva ao publico diversos gêneros e formatos de programação, afinal, a intenção é atingir todo tipo de púbico, assim, as notícias são para quem quer se informar rapidamente, pois o rádio é o veiculo mais veloz quando o assunto é furo de reportagem.

Existe também que queira apenas o entretenimento, assim, ás rádios FMs levam ao público musicas 24 horas por dia.

Ainda sobre o assunto música, não podemos deixar de citar os primeiros sucessos musicais do rádio, artistas como: Hebe Camargo, Nelson Gonçalves, Ivon Cury, Gilberto Alves, Vicente Celestino, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodriguez, entre tantos outros eram considerados verdadeira estrelas do rádio, eu pessoalmente, sou fã desse gênero musical que transita de Bolero a Musica Popular Brasileira, passando por Bossa Nova.

Há quem diga que é mais emocionante ouvir um jogo de futebol pelo rádio do que ver na televisão.

A história do futebol se confunde com a história do rádio, dessa ligação entre esse esporte e esse veículo encontra-se muitos “causos”, passaríamos horas e horas falando sobre eles, porém, para ilustrar a história do rádio e do futebol e da paixão pelo esporte, pelo veículo e tudo mais, separei o texto da coluna do O Globo assinada pelo ator e comediante Bruno Mazzeo, inclusive, já coloquei o link dessa coluna aqui no blog, como dica, infelizmente não posso reproduzir o texto na integra, devidos aos direitos autorais, direito total do site do O Globo, porém, você encontra a publicação clicando aqui.

Essa postagem poderia ter mais 1 milhão de caracteres, eu realmente poderia ficar aqui falando sobre rádio o dia todo, então para que o texto não fique ainda maior, gostaria de parabenizar todos os radialistas do país, tenho alguns amigos nessa área e talvez eu entre no meio radiofônico em breve, assim, fica a minha pequena homenagem a todos que fazem parte de voz, que toca o coração.

Observação: Estou devendo para vocês, um texto sobre a história dos 60 anos da TV, ele já está pronto e logo eu postarei aqui, construí junto com uma amiga da universidade uma matéria super especial sobre a TV, aguardem.

Copa do Mundo?

Olá leitores, hoje, ao chegar às proximidades do metro Tatuapé, me assustei, uma massa de pessoas indo e vindo para lá e para cá como se estivessem cegas, fechei os olhos e me vi no cenário do livro de Saramago, uma viagem em pensamento que deveria ser interrompida, ou então, me atrasaria para o trabalho, vejam só a falta que faz, um jornal, ou então, assistir ao noticiário, hoje, só por hoje eu não estava informado, pois demorei no banho e não deu tempo de dedicar os quinze minutos diários a TV, ou rádio, ou jornal, assim, não fiquei sabendo que o metro não estava funcionando.

Aquela massa de pessoas indo e vindo, agora fazia sentido, e eu era mais um no meio da multidão, o serviço de som da estação Tatuapé dizia para que todos saíssem da estação, pensei que aquilo fosse explodir.

Ao abordar um funcionário do serviço de metrô, obtive a informação de que o trem da linha vermelha (a linha que uso) foi danificado por vândalos, porém, ao chegar em casa, procurei na internet alguma notícia sobre o acontecimento e a informação que tive foi de que alguém acionou o botão que abre as porta e os usuários começaram a descer e andar nas vias.

Assim, cheio de informações desencontradas foi a minha manhã, não pude ir trabalhar.

Já que o principal tema do blog é mídia, quero deixa um pequeno recado, para que o povo brasileiro não se iluda, pois, o Brasil é um país que não merece ter Copa do Mundo, pois, se em plena terça-feira não conseguimos usar o transporte publico, quem dirá fazer um evento dessa grandeza.

Muita coisa está por trás disso tudo, peixes grandes vão faturar com a Copa, enquanto nós ficamos assim, andando em vias, se empurrando e se exprimindo para poder chegar ao trabalho

Acorda mídia brasileira, acorda jornalismo esportivo, acorda povo, Ricardo Teixeira e a corja toda devem ser banidos da política esportiva desse país, Ah claro, sem contar que estamos ás vésperas das eleições, e somos obrigados a ouvir coisas como “pior que tá, não fica” ou então “vote com prazer”

Que país é esse? É a Pátria amada Brasil.

ps¹: No exato momento em que terminei de escrever esse post, recebi a noticia de que o metro havia voltado a funcionar, e que ao total foram 1 hora e 40 minutos de paralisação, brincadeira, né?

ps²: esse post talvez tenha fugido um pouco do tema do blog (mídia), mas é a forma que encontrei de expor minha insatisfação com tudo isso. fique a vontade para dar sua opinião.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Jornalismo Visual

Olá leitores, vocês já pararam para pensar em tudo aquilo que está no jornal, mas que não é texto? Se a resposta foi não, fique calmo, é comum que deixemos passar esses detalhes, e para corrigir essa falta de atenção vamos discutir esse mundo chamado jornalismo visual, mas não se iluda pensando que tudo comentado nesse post, serve de aprendizagem sobre o mundo visual do jornalismo.

Desde sempre as universidades aderem a disciplina jornalismo visual, e por mais que ela tenha nomes diferentes – isso varia de universidade para universidade- o conteúdo é igual ou parecido.

A preocupação de colocar essa disciplina na grade de jornalismo só tem aumentado, afinal, a sociedade de hoje é completamente imagética, ou seja, vivemos pelas imagens e em um país, onde infelizmente se lê cada vez menos, as fotos, infográficos e imagens são necessários.

Abaixo um exemplo, uma capa do jornal folha de S. Paulo, percembam que nem só de texto é

feita a pagina.


Mas por que isso?

Por que usar imagens? Essa é uma fácil pergunta, porém, podemos encontrar diversos caminhos para respondê-la, como já citei a escassez da leitura, vamos usa- lá como primeiro argumento.

Se um jornal é composto somente por textos, ninguém lê.

Porém, colocar imagens em um impresso, seja ele revista ou jornal, não é tão fácil quanto parece, é preciso um planejamento gráfico, e alguns estudos mais aprofundados podem levar a uma especialização desse tema que é muito vasto, e mais ... o mercado necessita de profissionais capacidados para essa área, eu pessoalmente, não sou fã dessa área jornalística, mas a realidade é que ela tem uma porta aberta no mercado.

Ir além das fotos

Quando se fala em jornalismo visual, é preciso que entendamos que esse estudo não é somente baseado em fotos, mas também em gráficos, infográficos, ilustrações e muito mais, é uma área de enorme variedade que não me cabe aqui dizer, até porque ainda estou em fase de aprendizagem sobre esse tema

O que posso dizer para concluir é que o jornalismo visual é fundamental na vida de qualquer jornal impresso, e que muitas vezes, o velho ditado ajuda na construção de um texto, ou seja, uma imagem diz mais do que mil palavras, e por isso é possível colocar informações em imagens que ficaram “pesadas” em texto.

Abaixo, deixo uma imagem que mostra uma página de revista trabalhada completamente pelo jornalismo visual, veja se a reportagem não fica muito mais legal de se ler.


E você, o que acha do jornalismo visual? Dê sua opinião.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Que sirva de exemplo...

Olá amigos leitores, quem leu o ultimo post, viu que eu prometi contar alguns planos que estão acontecendo em minha vida, pois bem, o que vou relatar aqui pode servir de inspiração para todos os alunos de comunicação que lêem o blog, por isso fique atendo e qualquer dúvida, sugestão ou qualquer outra mensagem é sempre bem vinda, fique a vontade para comentar.

Surgiu para mim uma proposta, que estou analisando com calma e arquitetando, uma rádio pela internet, a Rádio WebPaulistana, me chamou para fazer um quadro em um dos programas da emissora radiofônica, sou ouvinte de alguns programas da rádio, que levam ao publico, músicas sertanejas, e o melhor da música popular brasileira.

Em contato com o operador de mesa de som, meu colega, Neto de Oliveira, recebi a proposta de fazer algo relacionado a meu curso de comunicação, foi combinado de que eu pensaria em um projeto e enviaria um e-mail a ser analisado pelos responsáveis da rádio.

Aqueles que lêem o blog e me conhecem pessoalmente, sabem que sou apaixonado por televisão, por rádio e qualquer outra coisa que seja relacionada ao tema mídia, e por isso aceitei a proposta de cara, e pensei em expandir o blog, ou seja, fazer uma conglomeração de mídia, assim iria abordar temas parecidos com o que aborto aqui no formato combatível ao rádio.

Acabo de enviar essa proposta para a rádio, e assim que obtiver uma resposta coloco-a aqui, para deixar vocês informados.

Primeiro Plano.

Se não bastasse o convide da rádio, estou em pleno vapor em outro projeto, que na verdade é apenas um momento de experiência que pode se tornar um estágio, a empresa Primeiro Plano é responsável por registrar momentos de felicidade, ou seja, grava e fotografa casamentos, aniversário, etc. para que as lembranças daquela data tão especial, sejam guardadas com carinho.

Minha função lá é editar os vídeos de casamento, e estou completamente feliz, apesar de não tem completado uma semana ainda, e nem saber se estão gostando de mim por lá, a única coisa que tenho certeza é que estou adorando fazer o que faço.

Gravar e editar eventos me torna uma pessoa mais sensível e observadora, pois é preciso sentir o momento para fazer uma edição perfeita, ainda sou um aprendiz dessa aventura, mas mergulhei de cabeça, e com certeza estou em um momento bom da minha vida.

E eu com isso?

Algumas pessoas que estão lendo agora o blog pensaram: o que eu tenho a ver com todos esses projetos? Que bom que você conseguiu, mas não quero saber de sua vida!!

Ok, deixe-me defender antes de ser acusado, rs, quero servir apenas de exemplo, pois estou no segundo ano da universidade e apesar de não estar atuando no meio jornalístico, propriamente dito, percebi que comunicação vai muito além do que conhecemos e se você gosta dessa área, a estuda, ou simplesmente sonha em atuar, mergulhe de cabeça a cada novo projeto, se dedique a ler, estudar sobre a comunicação, faça contatos, use as redes sociais para interagir como todo esse meio midiático, isso faz bem, você vai ver.

Aline Veingartner

Já comentei aqui que um dos meus blogs favoritos nesse mundo tecnológico é o da Aline Veingartner, porém, para quem ainda não ouviu esse nome, ai vai um recado: se liga galera, pois, em pouco tempo ela será a maior escritora que esse Brasil já conheceu, tenho certeza disso.

Estou-a mencionando aqui, pois, não poderia de falar em projetos sem falar em Aline Veingartner, ela sim é verdadeira inspiração para todos os jovens, apesar da pouca idade que tem (sei lá, eu considero uma pessoa de 19 anos ainda jovem) Aline já escreveu seu primeiro livro, “o menino sem nome”

Confesso que ainda não li o livro, mas sou fã de seu blog e com certeza vou ler seu primeiro trabalho.

No blog da Aline, é possível encontrar mais informações sobre o livro, existe também por lá, uma promoção bem bacana, recomendo que todos participem, pode mencionar que foi o Felipe Accacio que indicou.

Um projeto de um livro, um quadro pra um programa de rádio, um estágio de edição e gravação de eventos, tudo é possível na comunicação quando se tem paixão, se você é apaixonado por comunicação se dedique, pois é possível sim ser feliz nessa área.

Saibam que estou a disposição para qualquer conversa, sigam-me no twitter, me mande e-mail pelo Felipe.accacio@yahoo.com.br

Boa sorte a todos

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Planos e novidades.


Olá amigos, tenho algumas novidades para vocês, novos projetos estão surgindo para mim, porém, é cedo para contá-los, então aguardem que novidades estão por vir, inclusive, esse post é uma forma de justificar minha ausência aqui, peço desculpas, pois, quem lê o blog, sentiu que eu não tenho postado novidade á alguns dias.

Pois bem, tenho em meus rascunhos, e em minha cabeça, mil coisas para escrever, porém, o tempo tem sido cruel comigo, e me consumido por inteiro, existe um tempo que estou desocupado, dás 00h00min ás 07h00min, mas vocês irão de convir comigo que é necessário dormir, e é pra isso que uso esse tempo. rs

Agora sem mais delongas sobre meu dia-a-dia, hoje vou deixar aqui uma dica, e uma "deixa" para o próximo assunto.

Primeiro a dica, descobri (mas ainda não li) um livro chamado: *“Manual do Freela: Quanto custa meu design?”, de André Beltrão, pesquisando sobre o livro, descobri que ele foi lançado em julho desde ano, e sabemos que o tema freelancer é sempre interessante para a área de comunicação, e é um meio para ingressar no mercado de trabalho, se você não sabe o que é um freelancer, leia esse livro, pesquise, e futuramente prometo garimpar esse tema com mais detalhes e riquezas de informação.

A "deixa" com a qual escolhi finalizar está toda expressa na imagem abaixo.


Todos sabem que a imagem é um aviso de homens trabalhando, e é isso que estou fazendo, buscando aperfeiçoar e praticar o que aprendo na universidade, no próximo post eu trago mais novidades sobre meus planos e projetos, e servirá com certeza, de inspiração para os leitores que estudam ou se interessam por comunicação.




*
mais informações sobre o livro, podem ser obtidas aqui

sábado, 11 de setembro de 2010

Vida de Garoto

Olá, leitores, o que vou escrever hoje é do conhecimento de 95% de todos vocês, mas é que eu só fui analisar a série Vida de Garotos, ontem, pelo Youtube, e resolvi criar esse post.

Eu poderia reproduzir tudo que o Felipe Neto falou nesse vídeo, mas não vou imitá-lo, até porque os vídeos dele têm uma acidez única, que eu não conseguiria ter, sem dizer que não há necessidade de copiá-lo, afinal, eu tenho minha própria opinião, somos Felipes diferentes.

Ontem, ao acessar o Youtube, resolvi assistir aos seis episódios dessa série chamada Vida de Garotos, a pedido de um amigo, que também a criticou.

Quando vi o vídeo do Felipe Neto, não senti na hora vontade de assistir e escreve sobre o tema, mas já que tomei conhecimento de tamanha idiotice, vamos lá. Vou dividir minha analise em dois pontos, a visão de um telespectador e de um comunicólogo.

O simples assistir

Quando comecei a assistir, deixei de lado a critica quanto á mídia, e vi com olhos de quem somente está interessado na história, mas .. Que história? Cadê? A série começa com uma chamadinha, onde três adolescentes parecidos estão a caminho de algum lugar, e eles falam no telefone, e olham triste para a janela do carro, isso é férias? Ou eles estão indo a um velório? Eu tive essa dúvida a princípio.

Minha duvida foi sanada, e percebi que eles estavam saindo de férias, mas só percebi isso na cena dois do primeiro episodio, ou seja, a história não tem um contexto, e muito do que se vê lá fica sem sentido algum, em termos de história. Antes de seguirmos só queria fazer um adentro: o fato da história não fazer sentido, pode se dá pelo fato de eu ter assistido pelo Youtube, não sei se há algum texto, ou vídeo explicando o porquê de fazer essa série e qual o objetivo dela, então pode ser que isso exista.

Podemos seguir..

Os três garotos chegam a uma casa, (que eu não sei de quem é? Sem dizer que a porta já estava aberta, não sei vocês, mas aqui em casa, todas as portas permanecem fechadas quando não se tem ninguém) e um dos garotos pula na piscina de calça jeans, quem pula dentro de uma piscina de calça jeans? Ate ai tudo bem, se o(a) autor(a) queria assim, sem problemas, mas e os diálogos? Quem dirigiu a série, quem criou, quem participou da produção, com certeza não assistiu a série depois de gravada, pois qualquer pessoa percebe que o dialogo entre os personagens não é natural, é forçado.

Ainda sobre o dialogo, não podemos deixar de dizer sobre os palavrões, pois se o intuito era mostrar a vida de um garoto adolescente, deve-se colocar palavrão.

A serie carrega muito estereótipos, além do menino educadinho que não fala palavrão, todos os personagem que aparecem até o sexto episodio são iguais, magros, cabelos penteados para o lado, caras que a sociedade julga bonito, e assim também é as meninas, magras, bonitas, será que todo adolescente é assim? Esse pode ser o perfil para malhação, que deixou de ser uma serie adolescente á muito tempo, mas se a serie vida de garotos leva esse nome com o objetivo de mostrar realmente a vida de um adolescente, xii, ai passou longe!

Estereótipos, diálogos forçados, e nenhuma precisão de atuação por parte dos jovens da série, esses são alguns dos pontos negativos dessa série, porém, eu consegui encontrar um ponto positivo, não para o público, mas para o consumismo em geral, vamos falar dele no próximo tópico

Falando em Comunicação

Agora sim, resolvi fazer uma analise no outro lado da série, pois além de entreter, ela divulga marcas como: Nescau, Rexona, etc. e isso é totalmente valido para quem investe na série, quer maior divulgação que um menino usando o desodorante da Rexona? Ok ok, vamos divulgar, mas precisa fazer o personagem usar desodorante doze vezes a cada episodio? Nenhum adolescente usa desodorante toda hora, então nesse quesito o marketing da série forçou a barra.

Muitas e muitas outras marcas são divulgadas, o que faz a serie parecer um comercial, isso é legal para o consumismo, mas não para a qualidade da série.

Quando a MTV e a Band lançaram a série “Tô Frito” as criticas bombaram sobre a propaganda demasiada, porém, aqui eu defendi a série e relatei o quanto a tinha achado interessante, se o dono do comentário que criticou a série da Band e da MTV assistisse a um capítulo do “Vida de Garotos” ele teria com certeza mudado de opinião.

O público-alvo atingido pela série é uma incógnita para mim, pois não consigo definir um perfil de adolescente, ou criança que assiste esse tipo de coisa, isso tudo sou eu quem estou dizendo, fique a vontade para discordar, e dê sua opinião.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Cinegrafista

Olá querido leitor, hoje estou aqui para falar de um profissional que é fundamental na produção de um telejornal, porém, não aparece na imagem, o cinegrafista.
Segundo definição encontrada na internet, o cinegrafista é o profissional do telejornalismo responsável pelo registro das imagens da notícia, e partindo desse pressuposto, lhe pergunto do que seriam as matérias de um telejornal se não fosse o cinegrafista? Afinal é ele que leva a imagem ao público.

Profissão que não permite falhas

Um repórter de televisão busca a perfeição no texto, e deve ter conhecimento do assunto tratado e o texto na ponta da língua, porém, erros acontecem, e se esse erro for na pronuncia de uma palavra, se desculpe, e repita-a de forma correta, e quanto ao cinegrafista, e se ele tremer a imagem? E se a imagem ficar desfocada? Muito clara, ou muito escura? Ele é o profissional que deve buscar 200% de perfeição, pois 100% ainda é pouco, é o profissional que não pode errar.
Além da responsabilidade de não errar, o cinegrafista deve ter a sensibilidade, ou seja, sentir a matéria. Um exemplo pode ilustrar o que quero dizer:
Imagine uma matéria sobre uma família que acaba de perder tudo em uma enchente, em entrevista a uma emissora qualquer, o pai daquela família conta como está se sentindo naquele momento, as imagens capitadas pelo cinegrafista é que irão ilustrar aquele sentimento a quem estiver assistindo.

Mercado
Agora meu papo é com estudantes de comunicação, a maioria de nós entra na universidade nem saber a vasta opção que tem um profissional de jornalismo, quem disse que todos nós precisamos ser iguais ao Bonner, Fátima Bernardes, Heródoto Barbeiro, Duda Teixeira? Temos que parar com esse desejo fantasioso de escolher somente uma função para se exercer, tenho uma novidade (que nem é tão novidade assim) para vocês, ninguém começa em um telejornal como editor-chefe. É normal que o estudante tenha uma base, um ídolo, alguém que admire e que seja espelho de seu trabalho, eu tenho, mas também é preciso saber que hoje em dia o mercado jornalístico mudou advento da tecnologia e o profissional que não for multifuncional ficará de fora do mercado.
Abra os olhos para a profissão de cinegrafista, é uma profissão interessante de uma área vasta e de extrema importância para a produção de um telejornal, de um documentário e de qualquer outra mídia audiovisual.
O domínio da técnica e da estética na profissão são outros fatores importantes na composição desse profissional, e quem melhor que um jornalista para entender a estética da matéria? É por isso que eu digo, um estudante de jornalismo deve pensar em diversas opções da profissão e essas opções estão ai, escancaradas no mercado de trabalho, cabe a cada um se preparar para cada uma delas.

Essa postagem é uma (pequena) homenagem a esse profissional que ás vezes é pouco valorizado, mas que é é de extrema importancia.